
A mineração de diamantes no Brasil vive um momento de renovada atenção e potencial, mesclando tradição, grandes descobertas e desafios. Desde o ciclo colonial, especialmente em Diamantina (MG), que levou à entrada de três milhões de quilates até 1810, até
o atual renascimento de projetos.
No Nordeste, a mina Braúna (BA), operada pela Lipari, é a primeira a explorar kimberlito em escala industrial na América Latina — produzindo até 340 mil quilates/ano . A empresa segue expandindo operações a céu aberto, prestes a migrar para lavra subterrânea com investimento de US$ 5,5 milhões.
Também na Bahia, o projeto Santo Inácio, com depósitos aluvionares de 245 milhões de toneladas, foi leiloado pelo SGB, potencializando R$ bi em investimentos . No Norte, em Rondônia, a reserva Roosevelt guarda kimberlito com capacidade estimada de produção superior a um milhão de quilates/ano, mas sofre restrições legais por ser terra indígena .

Em Minas Gerais, Coromandel voltou aos holofotes após o aparecimento do
segundo maior diamante brasileiro de 646 quilates, avaliado em R$ 16 milhões . A região também mantém garimpos artesanais, embora sem infraestrutura adequada — sem laboratórios nem acesso facilitado a leilões —, o que limita o rendimento das descobertas .
Subsidiando o crescimento, a Província Kimberlítica Nordestina concentra depósitos primários e aluvionares em Mucugê, Lençóis e Rio de Contas, com reservas na casa dos 663 mil quilates . De forma geral, o Brasil extrai cerca de 1 milhão de quilates/ano, com produção distribuída por MT, MG, BA, MS, PR e RR .
Os próximos passos exigem medidas concretas: tecnologia para lavra eficiente, lapidação local, certificação pelo processo Kimberley e sustentabilidade ambiental. Com isso, o país pode retomar posição de destaque no mercado mundial de diamantes, gerando renda, empregos e fontes inovadoras de desenvolvimento nas regiões mineradoras.


