A exportação de ouro global segue em destaque, impulsionada pela busca por estabilidade em meio a tensões geopolíticas. Recentemente, a corrente guerra entre Israel e Irã e o prolongamento dos conflitos na Ucrânia elevaram a demanda por ouro, fortalecendo seu papel como “porto seguro”. Em resposta, bancos centrais estão acelerando suas compras: segundo o World Gold Council, 95 % pretendem aumentar suas reservas em ouro, enquanto reduzirão ativos atrelados ao dólar — a maior taxa desde 2018.
O preço do ouro já subiu mais de 30 % em 2025, ultrapassando os US$ 3.400/oz — uma valorização liderada pelo medo de escalada bélica e incertezas inflacionárias . Mesmo que um alívio temporário nas tensões faça os mercados respirarem, a tendência de longo prazo permanece firme, pois guerras e crises reforçam o ouro como ativo que não corre risco de default e é universalmente aceito.
Já o Brasil, apesar de ser um player marginal no ranking mundial, vive momento favorável: empresas locais aumentam exportações apoiadas em investimentos tecnológicos — o minério sai de minas cada vez mais profundas. E essa dinâmica é reforçada pela repatriação de ouro e aumento de estoques nos principais centros de armazenamento global.
Conclusão:
O ouro permanece uma reserva de valor sólida em tempos de instabilidade. Sua característica física, independência de sistemas financeiros e congestão em momentos de guerra asseguram seu prestígio. Assim, exportar ouro é não só rentável, mas estratégico para empresas e países, posicionando-se num mercado que se fortalece diante da incerteza global.


